Criativo para DOOH: como fazer um anúncio que funciona em tela digital
Um erro comum de quem chega ao DOOH é reaproveitar a peça feita para outro canal: o vídeo do Instagram, o banner do site, o cartaz da loja. Cada um foi pensado para um contexto de atenção — e a tela fora de casa tem o seu próprio. Este guia reúne as boas práticas que vemos funcionar nas campanhas que rodam nas nossas telas, e o que muda quando a tela está dentro de um carro.
A regra de ouro: uma mensagem por peça
No OOH clássico, o público tem segundos para absorver o anúncio. Isso força uma disciplina que faz bem a qualquer criativo: uma ideia, uma frase, um destaque. Se a peça precisa ser explicada, ela não funciona em tela. O teste prático: mostre o criativo por 3 segundos a alguém que não conhece a marca e pergunte o que entendeu.
Boas práticas visuais para qualquer tela digital
- Contraste alto — texto claro sobre fundo escuro (ou o inverso), sem sobreposições em áreas movimentadas da imagem;
- Tipografia grande e limpa — se a fonte tem serifa fina ou o corpo é pequeno, a legibilidade morre na distância;
- Hierarquia óbvia — o olho deve saber para onde ir: destaque → benefício → marca → ação;
- Logo sempre visível — em vídeo, a marca presente do início ao fim, não só na cartela final: parte do público entra no meio da exibição;
- Movimento com propósito — animação chama atenção, mas troca de cena em excesso quebra a leitura. Menos cortes, mais clareza.
O que muda quando a tela está dentro do carro
A tela no encosto do banco vira as regras do OOH de rua de cabeça para baixo — e abre possibilidades que o painel de avenida não tem:
- Você tem minutos, não segundos. O passageiro está sentado, a menos de um metro. Vídeos de 15s podem contar uma história de verdade, e a frequência dentro da corrida constrói lembrança;
- Áudio não é garantido — legende. Boa parte das exibições acontece com som ambiente do carro; o vídeo precisa funcionar mudo;
- O QR code deixa de ser decorativo. Na rua, escanear um QR de um painel a 30 metros é quase impossível. No carro, ele está ao alcance da mão — e cada escaneamento conta no relatório. Dê a ele um motivo claro: oferta, cardápio, agendamento, WhatsApp direto;
- Contexto local rende. A campanha pode ser segmentada por bairro e horário — e o criativo pode conversar com isso: "pertinho do Batel", "aberto até meia-noite".
Checklist antes de subir a campanha
- A mensagem principal se entende em 3 segundos?
- O texto está legível numa tela de 10 polegadas a 70cm de distância?
- O vídeo funciona sem áudio?
- A marca aparece do início ao fim?
- O QR code tem um benefício claro e leva a uma página que carrega rápido no celular?
Precisa de ajuda com o criativo?
Nosso time orienta o formato certo para cada espaço da tela — e você pode trocar a peça durante a campanha, sem custo extra.
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